Previdência Empresarial: saiba se você deve aceitar este benefício

As empresas têm agido de forma a manter por perto os seus talentos e combater o turnover (que é a rotatividade de funcionários). Uma das maneiras de fazer isso é fornecer benefícios diferenciados, como é o caso da previdência privada empresarial.

Desde a aprovação da Reforma da Previdência, os brasileiros têm visto na previdência privada um jeito de garantir épocas mais confortáveis no futuro. Para os que ambicionam investir em patrimônio, trata-se também de uma boa opção, visto que ela ensina não apenas a economizar, mas gera rendimentos palpáveis.

Muitos trabalhadores têm se perguntado se vale a pena aceitar o benefício, visto que os valores da previdência nem sempre são cobertos inteiramente pela empresa (que também pode ser apenas mediadora do processo de contratação). Falaremos mais sobre o assunto a seguir.

Como funciona a previdência privada empresarial?

A previdência privada empresarial, como já comentamos, é oferecida aos funcionários como um benefício. Ela almeja auxiliar os colaboradores a guardarem dinheiro para o futuro, estimulando-os a investir de forma inteligente e efetiva (visto que o desconto do aporte é retirado do salário mensalmente, de forma automática).

Os trabalhadores, quando aderem à previdência privada fechada, têm mais facilidade para acumular patrimônio, mas não só: esse é um tipo de investimento que não tem come-cotas (recolhimento antecipado do Imposto de Renda), que tem portabilidade sem custos, não passa pelo inventário e pode ficar livre do chamado ITCMD (Imposto de transmissão causa mortis e doação).

Para a empresa, trata-se também de um negócio vantajoso. Ao oferecer o benefício, a companhia recebe benefícios fiscais, além de adquirir, perante a sociedade, o status de uma companhia aliada do bem-estar do funcionário.

Em tempos onde a ansiedade toma conta das pessoas e a depressão é a principal responsável pelo afastamento dos trabalhadores, buscar maneiras de gerar disposição, motivação e tranquilidade é, de fato, uma atitude a ser elogiada.

Quais são os tipos de previdência corporativa?

Existem dois tipos de planos: o Instituído e o Averbado.

No primeiro caso, a empresa é responsável pelo patrocínio do benefício. A contribuição, que é chamada de match, pode representar o total do aporte feito pelo trabalhador ou uma porcentagem desse valor.

Explicando melhor: em um match de 100%, a cada um real investido pelo trabalhador, a empresa entra com mais um real. Em um match de 50%, a empresa entra com cinquenta centavos a cada um real pago pelo trabalhador. Em um match de 25%, a empresa paga vinte e cinco centavos a cada real. E por aí vai.

No plano averbado, a empresa não contribuiu para a previdência privada do seu colaborador. É um plano sem match, digamos assim.

Há quem pergunte: se a empresa não colabora financeiramente com o meu plano de previdência privada, eu ainda devo contratá-lo? Se você está em busca de um investimento que possa lhe dar um bom rendimento a longo prazo, mas tem dificuldade para poupar, a resposta é sim.

Como mencionamos, as parcelas são descontadas mensalmente da folha de pagamento do trabalhador. Na prática, isso significa que ele não tem acesso a esse dinheiro e, portanto, não pode gastá-lo com supérfluos.

Essa impossibilidade de alcançar o dinheiro automaticamente investido pode parecer ruim, mas ajuda quando há certo descontrole financeiro ou dificuldade de reservar uma verba para investimentos.

Vesting: um conceito importante

As regras de vesting existem para que a empresa possa definir qual porcentagem da contribuição feita por ela o trabalhador poderá sacar caso saia do emprego.

Caso o colaborador deixe a empresa antes do tempo mínimo (que não é pré-definido, mas escolhido pelo empregador) para a retirada de todo o montante de recursos, o valor retorna para o caixa da empresa.

A regra mais comum é: quanto maior o tempo de permanência na empresa, maior a porcentagem da contribuição dada ao trabalhador. Há empresas que, após oito anos de contribuição, permitem ao trabalhador que receba 100% do dinheiro investido por elas.

Há, além disso, o vesting por demissão. Há empresas que dão ao funcionário uma porcentagem x quando ele é demitido sem justa causa e uma porcentagem distinta caso ele decida se retirar da companhia.

Tudo isso deve estar claro para o funcionário no momento do aceite do benefício. Conferir as minúcias explícitas em contrato é, portanto, sempre importante.

 

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