Storytelling: o que é e como aplicar no seu negócio

Se você se interessa por marketing, mesmo que não estude o assunto, certamente já percebeu que as propagandas e publicidades apelativas de antigamente já não são tão eficientes, ou mesmo aceitáveis. Um dos maiores exemplos disso é o surgimento do storytelling.

Trata-se de uma estratégia que vem ao encontro de toda uma mudança de paradigma. Haveria muitos modos de referir-se a essa mudança, por exemplo: saímos do marketing 2.0, que ainda focava no produto/serviço, para o 3.0, que foca nos clientes como pessoas que são.

Outro ponto de vista é dizer que o outbound marketing, aquela modalidade de prospecção ativa e apelativa, acabou.

Vivemos, então, o tempo do inbound marketing, em que é preciso traçar uma comunicação de médio e longo prazo com o cliente, gerar conteúdo para ele, criar laços e não apenas esperar mais um número nas vendas.

O storytelling cumpre com todas essas exigências, e faz isso de modo exemplar. Adiante entenderemos como ele faz isso e quais as vantagens de aplicá-lo em seu negócio.

Vamos abordar nesse texto alguns exemplos da área da comunicação visual, por meio de tópicos que podem ir desde displays, expositores e totens até comprar caixa de papelão personalizada.

O importante, aqui, é entender o conceito e como aplicá-lo de modo simples e eficiente!

Como e por que o storytelling surgiu?

 

Do inglês, storytelling é um termo que une a palavra “contar” e a palavra “história” (ou estória, no sentido de ficção).

A expressão fala por si mesma, não é verdade? Quando bem feito ou bem praticado, o storytelling deixa na lembrança do público uma marca incrivelmente duradoura.

Contar uma história com esse intuito é buscar atingir as pessoas de maneira profundamente emocional, social, ou mesmo existencial, dependendo da pauta a ser tratada.

Até certo ponto, o storytelling sempre existiu, em praticamente todas as civilizações de que já ouvimos falar. Ele se relaciona muito com a ideia de mito fundador, que é a mitologia que dá início a todos os povos.

Sua inserção no mundo do marketing surge de uma necessidade: dado o crescimento da concorrência dentro de um mercado cada vez mais saturado, as empresas veem a necessidade de não serem apenas mais uma anunciando suas soluções de modo antiquado.

A principal mudança do marketing 2.0 para o 3.0, citada acima, tem a ver com isso mesmo: deixar de tratar o cliente como um alvo a ser atingido, com vistas a engordar o faturamento da empresa, para vê-lo em todas as suas dimensões.

É nesse momento que surge a possibilidade de, em vez de simplesmente vender um produto ou serviço, ofertá-lo por meio da técnica de “contar uma história”.

Embora o foco continue sendo, obviamente, o do marketing, o de “fazer mercado”: vender, crescer e liderar seu segmento.

Portanto, se você ainda não consegue ver como o storytelling pode ser aplicado (e vem sendo aplicado!) tanto por uma empresa de drone, quanto por uma que vende palha de aço ou cerveja, continue a leitura!

Onde se encontra hoje e qual o seu poder?

Atualmente o storytelling foi apropriado por cinco frentes principais, as quais são bastante distintas e já servem para mostrar como ele pode ser abrangente em suas aplicações.

Trata-se das seguintes áreas:

  • Marketing;
  • Departamento comercial;
  • Cinema;
  • Indústria de games;
  • Literatura.

Qual o sentido disso? É bem simples: todas essas áreas (entre muitas outras) consistem em contar uma história com começo, meio e fim. E cada uma delas encontra a sua própria finalidade.

Ou seja, por um lado existe a “story” a ser contada, e por outro lado o elemento do “telling”, isto é, sobre o modo de contar e a forma como a mensagem será apresentada.

Há quem diga que uma boa história pode chegar a ser mal contada, e ainda assim irá marcar o público de modo positivo. Ao passo que um bom formato não basta para salvar um conteúdo fraco.

De fato, palestras, textos e anúncios que causam certo entusiasmo repentino não são tão raros assim. Mas algo que realmente toque a plateia de modo inesquecível, já isso é algo bem raro.

Uma vez que sua marca atingir isso, ela se tornará valiosa perante o público. E qualquer elemento da sua empresa poderá remeter ao sentimento gerado, até mesmo aqueles simples expositores para supermercados.

De fato, não é incomum uma campanha que conta com um excelente storytelling disseminar um slogan ou tagline, o qual com o tempo se torna uma espécie de gatilho que remete àquela história narrada por outros meios.

Lembrando que slogan é uma frase de efeito criada para representar uma campanha ou peça publicitária, ao passo que a tagline é a frase de fundação da marca, geralmente associada ao próprio logotipo.

Seja como for, quando você acerta a mão no storytelling, ele tem esse poder de continuar gerando o mesmo efeito, seja por meio de uma propaganda de televisão ou de rádio, seja por um simples display de chão.

Dos tópicos citados acima, o uso do storytelling em áreas como literatura e cinema não nos interessa por ora. Manteremos nosso foco na sua aplicação no marketing e no departamento comercial de uma empresa.

Porém, a convergência entre todas essas áreas é incrível, e nunca pode ser perdida de vista para quem queira aprofundar-se no assunto.

O storytelling como gatilho mental incomparável

O marketing publicitário não cansa de reinventar-se.

Hoje uma simples torre de iluminação, geralmente utilizada na área de construção civil (para garantir que operários consigam trabalhar durante a noite), pode ser utilizada como modo de iluminar um outdoor ou um simples banner em uma via mal iluminada.

Esse exemplo é bastante ilustrativo porque ilustra algo muito importante: o papel do empreendedor, empresário ou mesmo do autônomo em geral não é outro senão o de convencer as pessoas.

Você já deve ter ouvido dizer que todo mundo é vendedor em alguma medida, que o filho precisa “vender” uma ideia aos pais quando quer algo, a esposa ao marido, este àquela, e daí por diante.

Já a sua marca precisa literalmente vender para convencer o seu público-alvo a comprar contigo, e não com a concorrência, não é mesmo? Ora, é aí que entra o storytelling: ele aprimora, de modo incrível, a sua capacidade de convencer as pessoas.

Certamente, se você quer entender o storytelling é porque já conhece bem o seu público-alvo. Então é a hora de pensar: “Qual a melhor maneira de atingi-lo de modo realmente significativo?”.

Como dito acima, isso vale para todos os segmentos. Se você trabalha com display de madeira, por exemplo, que são aqueles dispositivos de ambientação para lojas, onde os produtos serão dispostos, o que fazer?

Em meio a quiosques e showrooms altamente desenvolvidos, alguns com recursos feitos em lâmpada led, outros com televisores acoplados transmitindo comerciais cheios de efeitos especiais, como gerar mais valor anunciando um produto feito em madeira?

Obviamente, você irá focar no fato de que a madeira não é apenas um material rústico, mas também tradicional, que pode remeter, por exemplo, à infância de uma criança que passava as férias na chácara dos avós, em meio a móveis igualmente rústicos e feitos em madeira.

Então você pode contar a história de uma pessoa que vê aquele display e se recorda de algum evento marcante vivido na infância. Mas atenção: tem de ser algo simples, um bolo de chocolate, uma história lida à lareira, algo universal. Aqui também vale a regra less is more: menos é mais!

Certamente, o seu “simples” display de madeira trará muito mais impacto do que o totem promocional mais elaborado e tecnológico que houver.

As regras de ouro do storytelling

Sem dúvida, uma campanha que se apoie totalmente nessa estratégia pode ser feita em vários formatos.

Em todos os casos, porém, existem algumas regras de ouro que podem e devem ser seguidas se você quiser atingir sucesso no esforço.

As principais delas são:

Sinceridade

A história não precisa ser real, mas certamente precisa ser “verdadeira”.

Ou seja, além de simplicidade, aja com sinceridade, ou você pode acabar atingindo o oposto do que queria, e afastar a confiança dos outros.

Venda uma ideia

Não venda o produto.

Por mais que o foco seja, obviamente, um produto ou serviço, é preciso erguer uma bandeira ideal: a beleza da mulher, a coragem do homem, a irreverência do adolescente, a fantasia da criança, etc.

Se a ideia vender, a mercadoria também venderá!

Estrutura

É importante haver começo, meio e fim.

Essa estrutura não apenas ajuda o público a memorizar, como remete a arquétipos que também fazem sua mensagem se tornar ainda mais universal.

Elemento surpresa

Não é pedir demais que sua história tenha uma reviravolta, concorda?

Veja se você mesmo não prefere essas histórias, se o elemento surpresa não tem a capacidade de marcá-lo mais positivamente.

Finalmente, o marketing está em tudo. Não é incomum vermos, nos shoppings atuais, alguns espaços que ainda nem estrearam a loja, e já contam com aquele adesivo para tapume, não é mesmo?

Pois bem, é um ótimo exemplo para finalizarmos. Imagine se você faz um desses tapumes de pré-estreia com uma storytelling marcante, aplicando tudo que vimos acima. 

Certamente, seu público estará formado antes mesmo de você abrir as portas.

 

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

 

You May Also Like

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Secured By miniOrange